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SIMPÓSIOS TEMÁTICOS

Após o evento cada Simpósios Temáticos aprovado será publicado no ano de 2025, em forma de e-book, as  comunicações serão publicadas como capítulos. Somente serão aprovados STs com 10 ou mais comunicações, assim no momento da inscrição é fundamental indicar três opções de ST.

RELAÇÃO DE SIMPÓSIOS TEMÁTICOS

SIMPÓSIO TEMÁTICO 01

 

FONTES VISUAIS E FICCIONAIS NA HISTÓRIA

 

Proponente: Márcio dos Santos Rodrigues - Doutorando em História (UFPA)

 

Apresentação: O Simpósio Temático reúne trabalhos que, de forma teórica e prática, recorrem aos usos de variadas fontes que correlacionam figuração e ficcionalidade – como é, por exemplo, o caso das histórias em quadrinhos, charges, caricaturas, cartum, cordel, séries de desenhos animados, cinema de animação, videogames, seriados de televisão, videoclipe e outros objetos da cultura da mídia/indústria cultural – para a compreensão e análise de distintos contextos sociais. O que nos interessa também são as relações entre História, visualidade e ficção que norteiam as abordagens críticas de produções que se predispõem a analisar tais tipologias de fontes. Levamos em consideração as recentes definições e conceitos sobre o que são os materiais documentais de alcance ao ofício do historiador, assim como as renovações de práticas empíricas, que têm permitido a incorporação dessas novas formas de evidências históricas. Além disso, chamamos a atenção do historiador para a interdisciplinaridade, de modo a ampliar os métodos que sistematizam o trabalho com esses novos tipos de documentos e aproximam a História de outras áreas de conhecimento. Buscam-se trabalhos que analisam esses objetos culturais, até então desconsideradas pelos historiadores, e que examinam como eles se configuram como mecanismos principais ou complementares para a compreensão de processos históricos. Serão acolhidos também trabalhos que apresentam por meio da bibliografia específica, as metodologias e teorias referentes à utilização destes documentos em atividades direcionadas não apenas ao campo da pesquisa, mas do Ensino de História. Espera-se com este ST debater e refletir sobre a as maneiras e procedimentos a serem adotados na abordagem desses materiais de pesquisa, bem como enriquecer a construção do conhecimento histórico, potencializando novas abordagens historiográficas. Com um interesse crescente de pesquisadores nessas fontes e suas vastas possibilidades analíticas, o simpósio atende a uma necessidade premente da historiografia contemporânea de reavaliar e expandir suas fronteiras metodológicas e teóricas.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 02 

 

O ENSINO DE HISTÓRIA NA ESCOLA:

TEORIAS, METODOLOGIAS E FONTES

 

Proponentes: Dr. Carlo Guimarães Monti (UNIFESSPA) e

Dr. André Furtado (UNIFESSPA)

 

Apresentação: O presente Simpósio Temático (ST) busca interagir com dois principais campos: o do Ensino de História e o da Teoria e Metodologia da História. Propõe-se a reunir, portanto, trabalhos que abordem o cotidiano em sala de aula considerando essa dupla dimensão. O objetivo consiste, igualmente, em proporcionar um espaço de debates, diálogos e reflexões sobre os diversos usos dos recursos didáticos, seus limites e possibilidades, com ênfase sobre o Ensino da História na Educação Básica, conjugadas às orientações teórico-metodológicas e/ou historiográficas que também fundamentam o fazer docente. Assim, serão bem-vindos estudos que destaquem a utilização de fontes e linguagens nas aulas de História, bem como o uso e a produção de materiais (para)didáticos, gerados tanto no âmbito dos cursos de graduação e de pós-graduação, quanto nas escolas mediante, por exemplo, ações exitosas surgidas a partir dos Programas Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e de Residência Pedagógica (RP), voltados aos processos de formação inicial e continuada do profissional de História. Visamos, portanto, conectar-se a perspectivas teóricos-metodológicas que norteiam, sobretudo, os estudos que mobilizam práticas democráticas e inclusivas, nas quais os estudantes se sintam sujeitos e partes constitutivas da sociedade em que estão inseridos.

 

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 03 

 

CONFLITOS E VIOLÊNCIA NO CAMPO:

MEMÓRIA E HISTÓRIA

 

Proponentes: Dr. Airton dos Reis Pereira (UEPA) e

Dr. Geovanni Gomes Cabral (UNIFESSPA)

 

Apresentação: Este Simpósio Temático tem como propósito promover um conjunto de debates, a partir das pesquisas concluídas ou em andamento, com o uso de diferentes fontes, que problematizem a memória e/ou história dos conflitos e da violência no campo na região amazônica, especialmente a Amazônia paraense. Compreendemos os conflitos no campo, conforme assinala a Comissão Pastoral da Terra (2022), como “ações de resistência e enfrentamento que acontecem em diferentes contextos sociais no âmbito rural, envolvendo a luta pela terra, água, direitos e pelos meios de trabalho ou produção” (p.11), sendo, portanto, os conflitos por terra, pela água, pelos recursos naturais, pelo território, além dos conflitos trabalhistas, trabalho escravo, entre outros. Vale frisar que estes conflitos têm provocado inúmeras violências contra camponeses e povos indígenas indo desde a violência contra os territórios, contra as unidades de produção e de moradia (invasão, expulsões, destruição de casas, de depósitos de cereais e de plantações) à violência contra a pessoa (os assassinatos, as tentativas de assassinatos, as ameaças de morte, as agressões, prisões e torturas). Mas essa violência, em diversas situações, também tem sido seletiva, recaindo, não por acaso, sobre as lideranças mais expressivas com o intuito não só de tirar-lhes a vida, mas também de desarticular a organização política desses sujeitos. Diversos tem sido os assassinatos de sindicalistas, líderes comunitários, de organizações e grupos sociais, agentes de pastorais, de advogados, entre outros. Este Simpósio deseja também problematizar as discussões dos conflitos e da violência no campo que podem estabelecer com o Ensino de História para que nossas pesquisas acadêmicas possam chegar ao universo da escola onde se encontra uma grande quantidade de jovens e adolescentes, que não raro, estão alheios às principais discussões sobre a temática. Refletir essa problemática sem dúvida ajuda a compreender a História do Brasil.

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 04

 COLONIZAÇÃO, ULTRAMAR E AMAZÔNIA:

INSTITUIÇÕES, AGENTES E TRAJETÓRIAS (SÉCULOS XVII E XVIII)

 

Proponentes: Dr. João Antônio Fonseca Lacerda Lima (UEPA) e

Dr. Raimundo Moreira das Neves Neto (IFPA)

 

Apresentação: Este simpósio se propõe a pensar outras lógicas de colonização para a América Portuguesa a partir da experiência da Coroa no Estado do Maranhão e Grão-Pará, a segunda das possessões de Portugal neste continente. Não sem espanto, ainda percebemos que algumas análises insistem em ponderar o desenvolvimento econômico do Estado do Maranhão e Grão-Pará como algo a sombra do seu congênere Estado do Brasil. Repetidas vezes o Maranhão surgiu na historiografia como um segundo Brasil, mas malogrado.

Em verdade, o Maranhão era pensado de outro modo pela Coroa, conforme veremos neste simpósio, do que resultou sua separação do Estado do Brasil. Sabendo que, no início da Conquista, eram acalantados dois projetos para o Maranhão. De um lado, parte dos conquistadores vindos do Brasil que queriam estabelecer praças açucareiras nestas partes, de outro uma Coroa ciosa em fazer da nova Conquista uma espécie de solução para a crise comercial que atingia o trato das especiarias no Oriente. Entrado o século XVIII, ambos os projetos dividiam a cena econômica do Maranhão. Desta feita, não é coerente analisar o desenvolvimento econômico do Maranhão tendo como “molde” o sistema de plantation brasileiro.

Nossa intenção é refletir sobre as dinâmicas, internas e externas, que engendraram o processo de ocupação e edificação desses territórios, sobretudo em se tratando da “Amazônia Colonial”. Desta forma, neste simpósio, abordaremos essa política de ocupação econômica do espaço a partir dos diferentes prismas que ela engendrava: povoamento, questão militar, religiosa etc. Para além disso, visando traçar uma discussão que não trate apenas de examinar as ações da Coroa e das autoridades coloniais, avançaremos sobre o protagonismo dos diversos grupos que fizeram parte do complexo processo de colonização da América portuguesa, como indígenas, africanos, mestiços, portugueses de diversos estratos sociais e outros europeus.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 05 

 

SABER E FONTES HISTÓRICAS:

ENSINO DE HISTÓRIA E O USOS DE IMAGENS

 

Proponente: Dr. Raimundo Nonato de Castro (IFPA) e

Me. Leonardo Castro Novo (SEDUC-PA)

Apresentação: A era da informação também está associada às imagens. Nesse cenário é necessário saber interpretar corretamente signos visuais, o que demonstra que esse elemento se tornou uma necessidade aos acadêmicos e profissionais do ensino. O estudo associado às imagens se tornou uma das ferramentas mais utilizadas pelos professores de história para efetuar seu trabalho, tanto em pesquisas como no dia a dia em sala de aula. Todavia, antes de utilizar a imagem como uma simples ilustração ou um apêndice de suas aulas, debates ou discussões, o professor precisa compreender a imagem dentro de alguns parâmetros teóricos, como pensar nela de forma integrante do um universo visual que pode ser de várias origens como, por exemplo, cinema, fotografia, história em quadrinhos, charges e as artes plásticas como um todo.

Como o uso da imagem é significativo, nela há sempre uma intencionalidade que muitas vezes se apresenta com certa qualidade. Diante desse quadro se questiona: o uso que faço desse instrumento, realmente auxilia o meu aluno nesse processo? Ele realmente apreende conteúdo e conhecimento? De que maneira as imagens que passam por nossos

olhos nos afetam ou refletem aspectos da sociedade em que vivemos? Seguindo esses questionamentos, John Berger (crítico de arte, historiador e romancista), ressalta que o olhar chega antes da palavra. Os seres humanos, antes de aprender a falar, comunicam- se pela visão. Assim, olhar é um ato de escolha. A percepção de qualquer imagem é afetada pelo que sabemos ou pelo que acreditamos. Com isso, pode-se entender que toda imagem incorpora uma forma de ver. Por isso, quando se apresenta uma imagem ao aluno (fotografia, pintura, gravura etc.), ele pode associar a imagem que está vendo às informações que já possui, levando em conta seu conhecimento prévio. Como toda imagem é histórica, o aluno pode perceber a marca e o momento de sua produção.

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 06

 

DITADURA MILITAR NA AMAZÔNIA:

HISTÓRIA, MEMÓRIA E ENSINO DE HISTÓRIA

 

Proponentes: Dra. Edilza Joana Oliveira Fontes (UFPA) e

Dr. Davison Hugo Rocha Alves (UNIFESSPA)

 

Apresentação: A historiografia brasileira após 2014 impulsionou os estudos sobre os regimes ditatoriais iniciados em diversos países latino-americanos a partir dos anos 1960 do século XX. De todo modo, pesquisas inéditas continuam a ser realizadas após a Comissão Nacional da Verdade (CNV), possibilitando novos olhares sobre o passado autoritário brasileiro. Na rememoração dos 60 anos do golpe civil-militar de 1964 a história oral e a história vista de baixo ganham espaços significativos na escrita da História. As metodologias do en- sino de História voltados para temas sensíveis tornam-se problemáticas interessantes para os professores-pesquisadores que se dedicam a explorar as possibilidades educati- vas em tempos de fake News, de negacionismo e de revisionismo histórico sobre a te- mática da ditadura militar. Nesse sentido, este Simpósio visa acolher trabalhos que abor- dem perspectivas multifacetadas sobre a ditadura militar na Amazônia a partir das di- versas gerações que tiveram contato com esse período histórico nos referimos a geração de 1964, a geração de 1968 e a geração de 1980. Nosso principal intuito é desenvolver um espaço para debater questões sensíveis do âmbito da História do Tempo Presente, que vêm sendo evocadas com grande vigor e múltiplas nuances tanto por autoridades governamentais como por grupos sociais na região amazônica. Portanto, um tópico cen- tral a ser discutido são os usos políticos que vêm sendo feitos do passado ditatorial, considerando que vivemos um momento em que as narrativas negacionistas estão cada vez mais difundidas, sendo com frequência tomadas como verdade por setores conside- ráveis da população.

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 07

LUTA PELA TERRA EM TEMPOS CONTEMPORÂNEOS

 

Proponente: Dr. Elias Diniz Sacramento (UFPA)

 

Apresentação: A proposta deste simpósio tem como finalidade trazer para o debate pesquisas em andamento ou concluídas que versem sobre esta temática, principalmente no que se refere aos conflitos envolvendo trabalhadores rurais, camponeses, sem-terra, comunidades quilombolas, povos indígenas, principalmente no espaço da Amazônia. Esta temática tem sido abordada pela historiografia desde o século XX, por autores como Ariovaldo Umbelino, Alfredo Wagner de Almeida, Antony Hall, Otavio Ianni, Violeta Loureiro, que ajudaram na compreensão do que foi o século XX e sua transição de uma Amazônia mais incipiente para um tempo mais complexo que esta passaria a viver. Não há como deixar de levar em consideração que novos autores também têm procurado ajudar na abordagem neste processo de compreensão, como Pere Petit, Rosa Acevedo, Violeta Loureiro Elias Sacramento e Rogério Almeida, além de Airton dos Reis Pereira, são alguns que tem se dedicado a pesquisar e escrever sobre esta temática. Neste sentido, é que o Simpósio Temático “Luta pela terra na Amazônia em tempos contemporâneos” se propões a receber textos que venham ajudar no debate tão importante e necessário, sobretudo para quem está com pesquisas em construção como nos trabalhos de conclusão de curso, nas pós-graduações, mestrados e doutorados, que possam vir somar com o que já se abordou e possam partilhar os casos pesquisados.

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 08

 

ENSINO DE HISTÓRIA, NARRATIVAS E SABERES NA SALA DE AULA

 

Proponente: Dr. Adilson J. I. Brito (UFPA)

 

Apresentação: O Simpósio Temático tem como objetivo reunir pesquisas que problematizem o ensino e a aprendizagem de História a partir das múltiplas questões pedagógicas, disciplinares, formativas, políticas, avaliativas, curriculares, relacionais, organizacionais, tecnológicas, etc., que emergem das dinâmicas do espaço escolar. Procura também construir reflexões coletivas sobre as relações existentes entre o ensinar História em conexões com saberes e narrativas dos sujeitos que integram o espaço da escola, notadamente a sala de aula. Aulas de História sempre conectam práticas, saberes e narrativas sociais que precisam ser pensados teórica, metodológica e empiricamente nos processos de pesquisa escolar, que, potencialmente, se apresentam como fundamentais para o aprimoramento dos objetos, materiais, métodos e abordagens de investigação do campo intelectual do Ensino de História.

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 09

INSURGÊNCIAS FEMINISTAS, MIRADAS SOBRE EXPERIÊNCIAS

DE MULHERES EM CONTEXTOS DIVERSOS

 

Proponentes: Dra. Eliana Ramos Ferreira (UFPA) e

Ma. Sandra Regina Alves Teixeira (SEDUC-PA)

 

Apresentação: O ST pretende agregar debates, reflexões e compartilhamento de pesquisas, experiências, ações e saberes de insurgências feministas, lutas e resistências, tanto individuais quanto coletivas, uma vez que os estudos e reflexões sobre gênero e multiculturalismo em contextos diversos têm ocupado a centralidade significativa nos espaços acadêmicos, sociais e ações pedagógicas nos espaços de educação formal e informal. A insurgência pensada é a de uma historiografia feminista que tem dialogado com os movimentos sociais, com um feminismo plural, comprometida com a construção de um conhecimento histórico alinhado com os desafios da sociedade, um conhecimento acadêmico socialmente referenciado, mas que circula e dialoga para além dos muros das universidades. O ST pretende também debater e dar visibilidade a contribuições que aproximam Gênero e Interseccionalidade no âmbito de temas que vão desde religião, corpo, sexualidades, raça, ciência, classe, identidade, geração, ressaltando a dimensão política e cultural dos sistemas de poder e dominação de uma estrutura patriarcal e misógina, que buscam invisibilizar as questões de Gênero.

 

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 10

 

DOS BASTIDORES AO PALCO:

OS POVOS INDÍGENAS NA HISTÓRIA DA AMAZÔNIA

 

Proponentes: Dr. Laécio Rocha de Sena (UNIFESSPA) e

Dr. Rafael Rogério Nascimento dos Santos (UNIFESSPA)

 

Apresentação: Desde 1990 a História dos povos indígenas no Brasil tem realizado uma abordagem mais crítica acerca dos processos históricos envolvendo os indígenas. Para além das transformações ocorridas dentro da própria historiografia, com a emergência de novos objetos, temas e abordagens, essa transformação é resultado também do protagonismo dos povos indígenas na contemporaneidade, que, a partir de suas articulações e movimentos sociais têm provocado a academia a repensar e criticar seus pressupostos teóricos. Diante da atuação política dos povos indígenas junto ao Estado com vistas à garantia de direitos, tais como educação, saúde, território, etc., os pesquisadores têm buscado olhar para o passado indígena a partir de um outro diapasão teórico.

A nova história indígena, tal como este campo ficou conhecido, redimensionou as narrativas históricas que retratavam tais povos como meros coadjuvantes do processo histórico e agora os tem situado no centro do palco. Ao mesmo tempo, a história do indigenismo vem apontando as múltiplas facetas, não raro contraditórias, das políticas e práticas voltadas para os povos originários, tanto por parte do Estado, quanto de outros agentes, como missionários, cientistas, militares e outros.

Desse modo, a partir de uma abordagem interdisciplinar, as pesquisas no campo da nova história indígena têm buscado apresentar novas perspectiva sobres as experiências indígenas ao longo da história do Brasil mediante a análise de novos documentos, mas, sobretudo, a proposição de novas reflexões a partir de fontes históricas dantes trabalhadas. O resultado desse processo tem sido, a exemplo do que prognosticou John Monteiro, a reescrita de páginas inteiras da história do Brasil.

Com isso, sem deixarmos de reconhecer a história de violências, como coerções, etnocídios, escravidão e outras, é importante situar que os povos indígenas participaram de redes de relações sociopolíticas, seja na América portuguesa, no Brasil Imperial ou republicano, e procuraram, quando possível, oportunidades de negociação e criação de espaços de autonomia que lhes permitia agenciar as relações por eles estabelecidas segundos os seus próprios interesses.

Diante do exposto acima, o presente simpósio tem como objetivo reunir trabalhos que tomem os povos indígenas como sujeitos, destacando sua presença na Amazônia em distintas temporalidades. De igual modo, serão aceitos trabalhos que versam sobre a atuação dos povos indígenas na luta por uma educação diferenciada, saúde e território.

O simpósio temático será um espaço de diálogo e aprendizado no intuito de fomentar o ambiente de discussão e colaboração acadêmica envolvendo interessadas/os em compartilhar suas experiências de pesquisa, em andamento ou já concluídas, e conhecimentos relacionados à História Indígena e do Indigenismo na Amazônia.

Para abordamos tais questões, propomos quatro eixos temáticos que abrangem debates que têm sido desenvolvidos no campo da História Indígena e do Indigenismo no Brasil, em diálogo com outras áreas do conhecimento. Esses eixos são:

- Políticas indigenistas e indígena na Amazônia: organizações, negociações e conquistas.

- Educação indígena e educação escolar indígena: pressupostos teóricos e experiências.

- Culturas e memórias indígenas na Amazônia: saberes, línguas, artes, rituais.

- Redes, instituições e conhecimentos sobre/na Amazônia: cientistas, missionários, militares e a presença indígena.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 11

 

MÚSICA, CINEMA, FOTOGRAFIA, LITERATURA E MÍDIAS (SÉCS. XX-XXI):

GÊNERO, SEXUALIDADE, RAÇA, CLASSE E NEOCONSERVADORISMO POR UM

VIÉS HISTÓRICO INTERSECCIONAL E INTERDISCIPLINAR

 

Proponentes: Bernard Arthur Silva da Silva – Doutorando em Comunicação (UFPE);

Rafael Elias de Queiroz Ferreira – Doutorando em História Social da Amazônia (UFPA)

 

Apresentação: A proposta deste Simpósio Temático “Música, Cinema, Fotografia, Literatura e Mídias na Amazônia (Sécs. XX-XXI): Gênero, Sexualidade, Raça, Classe e Neoconservadorismo Por Um Viés Histórico Interseccional e Interdisciplinar”, visa contemplar análises sobre as questões de gênero, sexualidade, raça, classe e neoconservadorismo, presentes nos aspectos das dimensões artísticas das produções culturais da Amazônia Contemporânea (Sécs. XX-XXI). Estaremos abertos a enfoques históricos que, valorizem a interdisciplinaridade (BURKE, 1991; REIS, 2000), dialogando com diferentes áreas e campos da História e, também, outras ciências humanas. Histórias Sociais da Música (HOBSBAWM, 1995, 1989), do Cinema (NAPOLITANO, 2010; VALIM, 2006), da Literatura (CAMILOTTI; NAXARA, 2009), História Social (BURKE; BRIGGS, 2016) e Crítica das Mídias (VAN DIJCK, 2013, 2007), História Cultural da Fotografia (MAUAD, 2016), são alguns desses campos que, conversam com a Geografia, Antropologia, Sociologia, Filosofia e Comunicação. Junto a isso, por conta dos vários marcadores sociais que impactam as vidas das pessoas, provocando opressões e resultando em desigualdades de gênero, classistas e raciais, acataremos pesquisas adeptas da interseccionalidade (CRENSHAW, 2002; COLLINS; BILGE, 2016), importante teoria social, em grande medida, originada no seio do feminismo negro e, dos estudos de relações raciais e afrodiaspóricos (ALMEIDA, 2020; CARDOSO, 2014; GILROY, 1993; HALL, 2003; MUNANGA, 1999, 2020). Seu eixo de atenção está em entender como as experiências presentes nas dimensões artísticas das produções culturais da Amazônia Contemporânea, ao longo dos sécs. XX e XXI, contribuem para as construções dos espaços de materializações das culturas musicais, cinematográficas, fotográficas, literárias e midiáticas nos tecidos urbanos amazônicos. As investigações e compreensões dessas ações compartilhadas nas sociabilidades desenvolvidas em logradouros que hospedaram eventos musicais, cinematográficos, fotográficos, literários e midiáticos, são fundamentais para esclarecer as construções históricas contemporâneas desses mundos artísticos. Além disso, podem explicar as identidades dos participantes dessas culturas que, moldam esses mundos, sempre em relação a alguma alteridade. Nesse sentido, o Simpósio Temático, a fim de estimular o debate acerca dos mundos artísticos presentes nas cidades da Amazônia, ao longo dos séculos XX-XXI, contemplará trabalhos de pesquisas com fontes orais, escritas e audiovisuais que desenvolvem temáticas afinadas com produção, difusão e consumo musical; plataformas digitais e música; redes sociais e música; estudos de gênero e música; contextos festivos, de sociabilidade e de lazer; mercado de entretenimento e empreendimentos fonográficos; escritos de intelectuais e produções artísticas em torno da música popular e folclórica; políticas culturais e o mundo da canção popular; formação musical e crenças religiosas; música e fronteira; neoconservadorismo e música; cinema feito na Amazônia e história; análises de filmes sobre a Amazônia; história social do cinema na Amazônia; cinema, gênero, raça e classe; neoconservadorismo e cinema; história cultural da fotografia na Amazônia; análises de acervos fotográficos; fotografia, gênero, raça e classe; neoconservadorismo e fotografia; história social da Literatura na Amazônia; análises de obras literárias; usos de obras literárias como fontes históricas; obras literárias, gênero, raça e classe; neoconservadorismo e obras literárias; usos de diferentes mídias para realizar análises históricas; usos de acervos digitais; mídias, gênero, raça, classe; neoconservadorismo, história e plataformas digitais; música e ensino de história; cinema e ensino de história; fotografia e ensino de história; literatura e ensino de história; mídias e ensino de história.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 12

 

O LOCAL NA HISTÓRIA E NO ENSINO

DE HISTÓRIA DO SUL E SUDESTE DO PARÁ

 

Proponente: Dr. Thiago Broni de Mesquita (UFPA)

 

Apresentação: Fazer/ ensinar/ estudar história local pressupõe toma-la como objeto do conhecimento ou como o lugar de onde partem os conhecimentos (Costa, 2019). Durante muito tempo a narrativa historiográfica se dedicou a recortes que culminaram naquilo que conhecemos como história geral. Lugar semelhante ocupa a também conhecida história nacional e, em escalas, a história da Amazônia e a própria história do Pará. Em um momento que a região do Sul Sudeste do Pará sediará o maior evento regional de história esta proposta de Simpósio Temático propõe reunir trabalhos que versem sobre a pesquisa em história e em ensino de história na região do Sul e Sudeste paraense. Dessa forma, serão aceitos trabalhos que dialoguem diretamente com os seguintes temas: a pesquisa arqueológica e ensino de história; os povos indígenas originários do atual território do sul e sudeste do Pará e seus hábitos culturais e sociais; saberes dos povos africanos expressos na cultura material e imaterial do sul e sudeste paraense; dinâmicas territoriais, Estado e sociedade no sul e sudeste do Pará; as resistências e rebeliões sociais amazônicas entre os séculos XVIII e XIX e o sul e sudeste do Pará; as histórias e o ensino de história da terra e da luta pela terra; as histórias e memórias do processo de abertura de estradas e o surgimento de municípios do sul e sudeste do Pará; a ditadura militar e o projeto de Estado que culmina com a formação de territorialidades no sul e sudeste do Pará: desenvolvimentismo, integracionismo, discursos, conflitos agrários, guerrilha do Araguaia e os grandes projetos; a história da corrida pelo ouro e da mineração no sul e sudeste paraense; a formação de elites regionais e o cenário político do sul e sudeste do Pará do contexto pós-ditadura militar aos dias atuais; territorializações e impactos socioambientais no sul e sudeste paraense; vocações regionais, economia e sustentabilidade no Sul e Sudeste paraense; a história da luta pelo Estado do Carajás: os anos 2000 e o plebiscito pela divisão do Estado do Pará; a rodovia BR-230 e as histórias e memórias de municípios transamazônicos.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 13

 

EMANCIPAÇÕES E PÓS-ABOLIÇÃO NA AMAZÔNIA: RACIALIZAÇÃO, TRABALHO, CIDADANIA, SOCIABILIDADES, MEMÓRIAS E PATRIMÔNIOS PLURAIS

 

Proponentes: Me. Benedito Emilio da Silva Ribeiro (UFPA) e

Dr. Janailson Macêdo Luiz (UNIFESSPA)

 

Apresentação: Este Simpósio Temático, vinculado ao GT Emancipações e Pós-Abolição da ANPUH, visa contribuir com os debates historiográficos sobre a escravidão, as formas de liberdade e o pós-abolição no Brasil a partir do recorte amazônico, focalizando as agências e vivências plurais de gente negra e indígena ao longo dessas conjunturas históricas. Com isso, pretende-se reunir pesquisadores(as) e professores(as) que estejam dispostos a refletir, aprofundar e compartilhar suas experiências de pesquisa, ensino e extensão (numa perspectiva de História Pública) sobre a temática, numa proposta ampliada de compreensão sobre as Emancipações e o Pós-abolição na Amazônia. Importa destacar que tais processos em torno das lutas por liberdade, cidadania e direitos foram protagonizados por pessoas escravizadas, libertas e livres “de cor” - ou seja, racializadas, fossem elas negras, indígenas e/ou “mestiças” - através de ações individuais e coletivas, que antecedem a Lei de 13 de maio de 1888. Essas trajetórias diversas nos ajudam a aprofundar as discussões sobre os múltiplos significados da liberdade, dos abolicionismos e dos processos de mobilização e luta por direitos e pela cidadania, de modo a perceber as implicações políticas, sociais e culturais que atravessavam a realidade histórica desses sujeitos (negros/as e indígenas) diante do sistema escravista em vigor, com a devida atenção às especificidades da região. E tendo em vista ainda o pós-abolição como conceito, temporalidade e problema histórico (Cooper; Holt; Scott, 2005; Rios; Mattos, 2004), interessa-nos dimensionar os variados processos de organização e mobilização de indivíduos e coletividades negras na Amazônia, inclusive tecendo relações com grupos indígenas, diante de uma abolição inacabada que ainda reitera espaços de exclusão, subalternidade e marginalização enquanto marcas dessa sociedade historicamente estruturada pelo racismo. Os debates sobre memórias, processos de patrimonialização e usos políticos do passado também coadunam importantes reflexões sobre o pós-abolição na Amazônia ao se referenciar as agências, os protagonismos e as trajetórias plurais que dão sentido a espaços (de)marcados pela presença negra, indígena e afroindígena na região. Desta forma, esse ST almeja congregar pesquisas e propostas de ensino e extensão (concluídas ou em andamento) relacionadas às configurações políticas, sociais e culturais estabelecidas no pós-abolição e nos processos de construção e ampliação da liberdade na Amazônia, anteriores à Lei de 13 de maio de 1888. Abre-se espaço aqui para a comunicação de trabalhos que abordem os seguintes temas: processos de racialização, racismo e antirracismo; mundos do trabalho (escravo, compulsório e livre); estratégias, sentidos e projetos de liberdade; conquista de direitos e cidadania; associativismos negros; trajetórias e biografias; intelectualidades; práticas culturais, sociabilidades e as intersecções entre gênero, raça, etnia, classe e território; mundos da infância negra e indígena; comunidades negras rurais e quilombolas; territorialidades negras e afroindígenas; relações entre a população negra e outros grupos étnico-raciais; patrimônio histórico-cultural e História Pública antirracista; mobilização e ações do movimento negro; a população negra e indígena diante do Estado – relações com o campo da saúde, da educação e da segurança pública; população negra, busca por autonomia e migrações.

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 14

 

CORPO, CORPOREIDADE E SEXUALIDADES

DISSIDENTES NA AMAZÔNIA

 

Proponentes: Dr. Reginaldo Cerqueira Sousa (UNIFESSPA) e

Lucas Feitosa da Silva – Mestrando (UNIFESSPA)

 

Apresentação: A partir das abordagens teóricas de Michel Foucault, Judith Butler, Gayle Rubin, Paul Preciado, Joan Scott, Adrienne Rich, o Simpósio Temático pretende contemplar pesquisas na Amazônia cuja abordagem é o corpo e corporeidade, as sexualidades dissidentes e existências que colocam em xeque a heteronormatividade, ou seja, trabalhos que partem da análise crítica à concepção de humanidade que desconsiderou aqueles e aquelas que não têm um gênero compatível com o sexo ou que assumem um outro modo de viver seus prazeres e sexualidade. Experiências, individuais e coletivas, que, ao não se enquadrarem às normas estabelecidas pela sociedade, são alvos da violência e têm sua existência invisibilizada. Por isso, o presente simpósio tem como objetivo ser espaço para partilha e divulgação das produções sobre a história LGBTQIA+, entrelaçada aos movimentos sociais de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, queer, feministas, negro, do campo e indígena, e outras experiências que assumem uma posição de crítica à heterossexualidade compulsória.

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 15

 

HISTÓRIA E DIREITO AGRÁRIO EM AMBIENTE AMAZÔNICO

 

Proponentes: Dr. Francivaldo Alves Nunes (UFPA) e

Me. David Rodrigues Farias (UFPA)

 

Apresentação: Neste Simpósio Temático procuramos receber estudos vinculados ao mundo rural que constituem o campo da História e do Direito Agrário, considerando o ambiente amazônico. No caso, são pesquisas que emergem de um ponto de convergência entre a história e o direito em interface com outras áreas do conhecimento como a geografia e sociologia, com o objetivo de desenvolver pesquisas centradas na análise das estruturas e paisagens agrárias, bem como na compreensão da organização do espaço rural de forma sistemática, associada ao ordenamento jurídico e seus usos. Nos últimos anos, o debate historiográfico tem ampliado os espaços de discussão sobre o mundo rural, proporcionando novas perspectivas e abordagens sobre as populações que desenvolveram suas formas de vida nesse contexto. Esses estudos tem construído debates que congregam uma variedade de temas e perspectivas sobre à estrutura agrária, posse, uso e direitos de propriedade da terra, hierarquias sociais, sistemas de trabalho (incluindo a escravidão e o trabalho livre), bem como formas de resistência camponesa. Nesse sentido, as diversas dimensões da sociedade, economia, cultura e conflitos que ocorreram no ambiente rural têm despertado crescente interesse na comunidade acadêmica. Na Amazônia, uma história social do rural em diálogo com um perspectiva de justiça e legislação emerge como um campo de reflexão, articulando elementos constitutivos desse território, como florestas, rios, populações e interações culturais que moldaram as experiências das sociedades historicamente presentes na região. Portanto, a presente proposta visa reunir pesquisadores, professores, estudantes e demais interessados dedicados à pesquisa em História e Direito Agrário, promovendo debates sobre o tema, troca de experiências metodológicas e divulgação de resultados. Aspectos como vida rural, direitos de propriedade, conflitos, relações sociais, formas de organização, lutas coletivas, migração, colonização e educação para as populações rurais serão abordados, considerando as mudanças e permanências que caracterizam o universo rural brasileiro e amazônico. Busca-se, assim, fomentar espaços de discussão sobre as interpretações produzidas acerca da história e do direito agrário, promovendo uma abordagem integrada dos estudos rurais em diálogo com as características naturais da região. O objetivo final é contribuir para a construção de uma história das populações imersas nesse ambiente, o rural amazônico.

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 16

HISTÓRIA DA SEXUALIDADE NA AMAZÔNIA:

LGBTQIAP+, DISSIDÊNCIAS E INTERSECCIONALIDADES

 

Proponentes: Inácio Saldanha - Doutorando em Antropologia Social (UNICAMP);

Alana Albuquerque de Castro – Doutoranda em História Social da Amazônia (UFPA).

 

Apresentação: Temos enfrentado no Brasil, nas últimas décadas, um acirramento nas disputas entre diferentes setores políticos nos quais sexualidade e gênero se tornaram focos de debates centrais, o que também se refletiu no aprofundamento do conhecimento histórico sobre essas questões. Trata- se de duas grandes categorias que, embora articuladas, vão para direções analíticas múltiplas, inclusive para além da história das mulheres que os estudos de gênero na história usualmente focalizam. A sexualidade e suas tensões com padrões normativos, por sua vez, constituem uma questão ainda pouco valorizada na história, mas que são fundamentais para a compreensão da formação da sociedade brasileira. A Amazônia se destaca nesse sentido com eventos como a última Visitação do Tribunal do Santo Ofício na América portuguesa e algumas das mais antigas iniciativas políticas dos grupos que atualmente chamamos de “população LGBTQIAP+” no Brasil, ainda durante a ditadura de 1964.

Este Simpósio Temático (ST), portanto, tem o objetivo de reunir pesquisas que focalizam a sexualidade e as dissidências da heteronormatividade no âmbito da história, fortalecendo este debate na região amazônica. Para tanto, o ST desdobra-se em três eixos: (1) Regimes de poder, movimentos sociais e violências;

(2) Literatura, criação ficcional e outras expressões artísticas;

(3) Diversidade sexual e de gênero no ensino de história e na história das práticas de ensino.

Valorizamos análises com abordagens interseccionais, isto é, que considerem as relações entre sexualidade com outras diferenças que constituem a experiência histórica, como classe, raça e gênero. É necessário destacar a importância desses debates no ensino da história para que tais estudos não fiquem presos em espaços estritamente acadêmicos, mas que possam contribuir para as práticas pedagógicas na educação básica e outros espaços educacionais, pois são fundamentais para entender diferentes contextos históricos através dos sujeitos e da sua construção social. Serão vem vindas pesquisas finalizadas ou em andamento de diferentes níveis de formação.

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 17

 

ENSINO DE HISTÓRIA NAS SERIES INICIAIS:

FORMAÇÃO DE PROFESSORES, NOVOS MÉTODOS E CONTEÚDOS

 

Proponente: Dr. Túlio Augusto Pinho de Vasconcelos Chaves (UFPA)

 

Apresentação: O presente simpósio visa abranger trabalhos que versem sobre a História ensinada nas series iniciais do ensino fundamental, buscado perceber as mudanças sentidas nesta etapa nas últimas décadas em especial envolvendo questões como a nova BNCC, Cidadania e Nacionalismos, Educação Inclusiva, Desigualdade de Gênero, Racismo e História Regional e o contexto Pandêmico.

Historicamente na experiência Brasileira as series iniciais ficaram a cargo de profissionais do antigo magistério e da Pedagogia, que por questões especificas de formação levam a profundos distanciemos entre novos métodos e práticas debatidas no campo historiográfico para neste nível de ensino. Nos últimos anos, os debates sobre a nova BNCC e as mudanças sofridas nas graduações em História e novas políticas para a Formação de Professores, levaram a maior interação ente a pedagogia e os Métodos específicos do ensino de História, ampliando debates sobre possibilidades de interação entre diferentes campos de conhecimento, educação histórica e aquisição de competências e habilidades especificas nos anos iniciais da educação básica especialmente focadas no letramento e na educação matemática.

Chama a atenção também as mudanças causadas na dinâmica de Ensino-Aprendizagem de história no período pandêmico, impactos na saúde mental de discentes e docentes e a possibilidades de novas aprendizagens.

Esperamos assim reunir trabalhos que possam refletir sobre mudanças na formação de professores, a práticas docentes nos anos iniciais, bem como as potencialidades interativas entre diferentes áreas de conhecimento na Educação Básica.

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 18

 

MUNDOS DO TRABALHO: GENTES, AGENTES E LEGISLAÇÕES

 

Proponentes: Dr. Diego Pereira Santos (UEPA) e

Me. Victor Hugo Modesto (UFPA)

 

Apresentação: No século XIX, observa-se diferentes modalidades de trabalho e sujeitos de diversas categorias sociais e jurídicas coexistindo no mesmo espaço: A Amazônia brasileira. Porém, em debate com a historiografia, esses sujeitos ainda permaneceram separados, com poucos diálogos que interliguem e/ou comparem suas experiências no mundo do trabalho com outras realidades, seja no interior da colônia / império ou em uma perspectiva atlântica. Nesse território, constroem-se uma série de vínculos entre escravizados, indígenas, homens livres, migrantes e imigrantes, que compõem o complexo mundo do trabalho na Amazônia dos Oitocentos, estando submetidos a diferentes formas e lógicas de trabalho compulsório. Esse período é marcado por uma série de transformações importantes, como a independência do Brasil, o movimento da Cabanagem e pós-Cabanagem, os contextos da emancipação, abolição e pós-abolição; todos esses tiveram contornos particulares em relação à realidade amazônica e ensejaram diferentes estratégias de re(existência) de homens e mulheres associados às relações de trabalho existentes. Deste modo, procura-se reunir neste simpósio, pesquisadores e pesquisadoras que possam contribuir para o diálogo entre as “gentes” que compuseram o mundo do trabalho na Amazônia, estabelecendo conexões, comparações e correlações intra/intercoloniais. Serão bem-vindas inquirições sobre diferentes contextos e processos sociais ao longo do século XIX: escravidão, tráfico transatlântico / interno, os agentes do comércio legal e ilegal, as formas de liberdade, de trabalho livre e não-livre, as relações sociais entre senhores e escravizados e escravizadas, as legislações e suas influências no mundo do trabalho na Amazônia, o trabalho doméstico, educação e trabalho, migrações e suas gentes no mundo do trabalho. Também se estimula neste simpósio a participação de investigadores que se valham de categorias e marcadores sociais que lancem luz sobre questões cruciais para a compreensão do século XIX, como as categorias de gênero, condição jurídica, classe e raça, bem como as inter-relações desses marcadores. Assim, a história das mulheres livres e escravizadas e suas relações de trabalho também serão bem-vindas, assim como as relações e os processos que envolvem libertas, libertos, crianças e os operadores das legislações. Portanto, enseja-se pesquisas que versem sobre diferentes contextos ao longo do século XIX, mas que tenha nos mundos do trabalho seu viés proeminente.

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 19

 

A(S) HISTÓRIA(S) DA(S) AMAZÔNIA(S)

NA EDUCAÇÃO BÁSICA E SUPERIOR

 

Proponentes: Dra. Lademe Correia de Sousa (UFOPA) e

Dr. Luiz Carlos Laurindo Junior (UFOPA)

 

Apresentação: O presente simpósio temático é direcionado às pesquisas sobre o processo de ensino-aprendizagem da(s) história(s) da(s) Amazônia(s) na educação básica e superior. Situado na interface entre os campos Ensino de História, História Regional e Local, visa abordar por diferentes perspectivas duas problemáticas centrais. Quais histórias da(s) Amazônia(s) são ensinadas nas instituições de ensino da Amazônia? De que forma e em que proporção a(s) história(s) da(s) Amazônia(s) estão sendo ensinadas na educação básica e nos cursos de Licenciatura em História da região? Consoante a essas problemáticas e à proposta do simpósio está a crítica, que vem sendo feita há certo tempo entre os educadores da área de História, à associação entre história nacional e história do Sudeste do Brasil, negando-se a regionalidade ao Sudeste e negligenciando-se outras histórias regionais. Quando situamos a história da Amazônia no plural, também pretendemos dimensionar a crítica no âmbito do cenário intrarregional, tendo em vista que a história da Amazônia que costumeiramente é abordada tanto nas escolas quanto nos cursos de Licenciatura em História é centrada nos eixos Belém-Manaus e em certas temáticas específicas. Histórias locais acabam por vezes silenciadas.

Nosso objetivo, portanto, é reunir estudantes, professores e pesquisadores que já estudaram ou venham estudando o tema, e fomentar o debate e a produção acadêmico-científica sobre as múltiplas dimensões do ensino de história da Amazônia, como: a legislação que enforma a história local e regional e seus reflexos nos currículos escolares e acadêmicos; a formação acadêmica e as influências teóricas dos professores que trabalham com história da Amazônia; as perspectivas, metodologias, estratégias e escolhas de ensino implementadas por esses professores; a circularidade da historiografia da Amazônia na educação superior e básica; a historiografia discutida no ensino superior e os materiais didáticos e paradidáticos utilizados nas escolas; o uso de fontes históricas sobre a Amazônia nas aulas de história; a abordagem de conteúdos específicos relacionados à história da Amazônia em sala de aula; a recepção e o aprendizado do conhecimento histórico sobre a região entre os estudantes. Serão muito bem-vindos trabalhos que abarquem essas e outras dimensões relacionadas ao tema.

Acreditamos que o simpósio poderá suscitar reflexões valorosas para pensarmos o ensino da história do Brasil e da Amazônia em vista das diversas perspectivas locais situadas na região, considerando-se suas múltiplas faunas e floras, composições étnicas, culturas, paisagens e economias. Mas, ao mesmo tempo, sem perder de vista a posição das Amazônias no cenário nacional, pan-amazônico, americano e global, algo que também consideramos essencial para quem estuda História.

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 20

 

HISTÓRIA AMBIENTAL DA AMAZÔNIA

 

Proponentes: Dr. Alexandre Rodrigues da Silva Nunes (IFAP);

David Durval Jesus Vieira – Doutorando em História Social (UFRJ)

 

Apresentação: Este simpósio temático tem como objetivo reunir pesquisadoras e pesquisadores preocupados com o estudo das relações entre sociedade e natureza na Amazônia ao longo do tempo. Interessa-nos investigações tanto da dimensão concreta do que chamamos de mundo natural, como também das suas mais variadas representações, usos políticos, percepções, sensibilidades, práticas educacionais, discursos científicos e utilização tecnológica em diferentes temporalidades e espacialidades. Também são bem-vindos, considerando a amplitude dessas temáticas, trabalhos de outros campos do conhecimento que discutam as interações entre sociedade e natureza na Amazônia em perspectivas interdisciplinares, capazes de alargar nossa compreensão sobre os objetos de pesquisa.

O processo contemporâneo de transformação cada vez mais acelerada do meio ambiente e seus impactos sobre comunidades humanas e não humanas têm suscitado diversas reflexões no campo historiográfico. O referencial teórico-metodológico da História, em diálogo com outras disciplinas, como arqueologia, geografia, geologia, antropologia, biologia, etologia, entre outras, constitui ferramenta fundamental para a compreensão das implicações sociais, econômicas, políticas e culturais de fenômenos como mudanças climáticas, recrudescimento do desmatamento, espécies ameaçadas de extinção, desastres ambientais, apropriação e gestão de recursos naturais, conflitos envolvendo as ideias e usos da natureza, bem como o papel da educação e da ciência na formulação e execução de políticas públicas para o enfrentamento dessas problemáticas. Este processo se torna especialmente salutar na Amazônia, bioma que se estende do oceano Atlântico às encostas orientais da Cordilheira dos Andes, contendo parte de nove países da América do Sul, sendo grande parte dessa área pertencente ao Brasil. O espaço natural amazônico contém uma enorme biodiversidade, concentra cerca de 20% da água doce disponível no planeta, possui uma quantidade significativa de biomassa para uso energético, atua beneficamente sobre a temperatura e ciclos hidrológicos em todo o planeta, além de ser um importante armazenador de carbono que, caso seja liberado, trará sérias consequências para o agravamento do aquecimento global.

A partir da década de 1950, intensificou-se as ameaças ao bioma amazônico, o que se acentuou ainda mais a partir do golpe civil-militar de 1964, por meio da implantação de projetos que caracterizaram as políticas de “modernização conservadora” do país e ficaram conhecidos como “grandes projetos”, sob slogans como “integrar para não entregar” e “terra sem homens para homens sem terra”. Os “tradicionais” habitantes humanos desta região - indígenas, quilombolas, posseiros, seringueiros, ribeirinhos, etc. – sofreram impactos econômicos, sociais e culturais desestruturadores de suas vidas, e uma parte considerável da floresta amazônica foi destruída, processo que teve mudanças e permanências no período de redemocratização do Brasil. Porém, desde a colonização europeia, pode-se notar impactos socioambientais nesta região.

Sociedades amazônicas que asseguravam o alimento a todos os seus membros foram substituídas por outra que se direcionava para atividades estritamente comerciais, acarretando uma diminuição considerável da população de tartarugas e o aparecimento de críticas sobre a ameaça de extinção deste réptil no século 18. Na Belle Époque, garças e guarás foram caçados de forma predatória, visando atender a indústria da moda com a comercialização de suas penas.  Por outro lado, agências não humanas influenciavam a vida de sujeitos no campo e na cidade, ressaltando o papel de pajés e médicos no combate às doenças e de engenheiros na formulação de projetos de urbanização. Animais e plantas não foram somente espoliados, como também aclimatados no ambiente amazônico, sendo que parte deles passaram a integrar a composição “familiar” de grupos indígenas, e outros se tornaram figuras marcantes dos ambientes das cidades. Enfim, a Amazônia deve ser considerada em uma perspectiva biosférica, histórica e conjuntural para entendermos a situação de fronteira vivenciada pela região na atualidade, e pensarmos de forma mais assertiva em políticas de sustentabilidade.

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 21

 

DINÂMICAS INSTITUCIONAIS, CRENÇAS E PRÁTICAS

DE RESISTÊNCIA NO IMPÉRIO PORTUGUÊS

 

Proponentes: Dr. Angelo Adriano Faria de Assis (UFV) e

Dr. Marcus Vinicius Reis (UNIFESSPA)

 

ApresentaçãoParticipamos de simpósios temáticos em eventos como ANPUH e EIHC, explorando estudos sobre religiões e religiosidades na Primeira Modernidade. Esses espaços promovem trocas valiosas entre pesquisadores em diferentes fases de investigação. Uma proposta coordenada por pesquisadores de várias universidades reflete a diversidade e profundidade desses estudos em todo o país. Este simpósio tem como objetivo avançar nas discussões anteriores, reunindo trabalhos que analisem formas e vivências religiosas no Brasil e em outros contextos durante a Modernidade, incluindo construção de identidades, resistência e adaptações.

Abordaremos questões como o funcionamento dos Tribunais Eclesiástico e do Santo Ofício, o imaginário em torno do Catolicismo e da Inquisição, apoios e críticas à Inquisição, e casos de indivíduos afetados por essas instituições. As análises explorarão aparatos institucionais, sociedade, clero, vivências religiosas, estratégias de resistência, disciplinamento tridentino no espaço ultramarino, entre outros temas.

Destacaremos especialmente a atuação da Justiça Eclesiástica e da Inquisição no Brasil, desde as visitações enviadas pelo Tribunal de Lisboa até a ação de familiares e comissários em nome da pureza da fé, assim como os indivíduos que se tornaram confidentes, denunciados e/ou processados perante o Santo Ofício. Todas as propostas serão consideradas, visando traçar um panorama das pesquisas recentes. Este Simpósio pretende ser um espaço de diálogo interdisciplinar, reunindo estudiosos de diversos campos para explorar as múltiplas facetas desse tema complexo. A Justiça Eclesiástica, o Tribunal da Inquisição e suas vítimas têm sido temas amplamente estudados na historiografia recente, em parte devido à digitalização do acervo do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. Por isso, este Simpósio visa fomentar o debate sobre esses temas, incluindo a estrutura jurídica dessas esferas de justiça no mundo moderno e a perseguição às suas vítimas.

 

 

SIMPÓSIO TEMÁTICO 22

 

RACISMO AMBIENTAL E MOVIMENTOS SOCIAIS NA PAN-AMAZÔNIA:

INTERFACES INTERDISCIPLINARES

 

Proponentes: Dra. Edivania Santos Alves (UFPA) e

Dr. Luiz Augusto Soares Mendes (UFRA)

 

Apresentação: A presente proposta de sessão temática é necessária para a construção de novos campos do pensamento na Amazônia e no Brasil, sobretudo com uma abordagem transdisciplinar, e dessa forma se justifica, primeiramente pelo reconhecimento do Racismo como fenômeno social que estrutura a sociedade brasileira e, por conseguinte, orienta todas as práticas e ações sociais individuais e coletivas.

Para tanto, afirmamos que o modelo de urbanização moderno que desorganiza as formas de viver e coexistir neste vasto território da Pan-Amazônia. também é orientado pelo Racismo e a concordância com análise sobre o Racismo Ambiental feita por Selene Herculano (2017, p. 1).

Conforme assevera Antonio Guimarães (2012, p. 71): “Estatisticamente, está bem estabelecido e demonstrado o fato de que a pobreza atinge mais os negros que os brancos, no Brasil. Mais que isto: está também demonstrado na literatura sociológica, desde os anos 1950, que, no imaginário, na ideologia e no discurso brasileiros, há uma equivalência entre preto e pobre, por um lado, e branco e rico, por outro.

Situação semelhante ocorre nas cidades amazônicas onde é fácil identificar que os beiradões, as baixadas e outras áreas que dispõe de infraestrutura precária estão ocupadas pela população pobre e preta, como no caso da cidade de Belém e se são atendidas por programas e projetos de urbanização, inicia-se o processo de expulsão dos seus moradores para áreas não urbanizadas. Esta tese é confirmada por diversos estudos e pesquisas, como a de Edivania Alves (2017, p. 3) ao analisar os impactos sociais do programa de regularização fundiária Chão Legal na bacia da Estrada Nova:

O segundo fator motivador do ST é o fato da cidade de Belém, capital do Estado do Pará, ter sido escolhida para sediar no ano de 2025, a COP 30, evento internacional equivalente à ECO-92 ocorrida na cidade do Rio de Janeiro que reunirá chefes de Estado, organismos internacionais, lideranças e organizações mundiais para discutir o futuro do planeta Terra e decidir sobre a adoção de estratégias, planos e ações que, se executadas, prometem a segurança coletiva da sociobiodiversidade. Portanto, avaliamos como fundamental que reflexões nesta direção estejam contempladas no XIV Encontro de História da ANPUH Pará.

Objetivamos que o ST possibilite diálogos e trocas acerca dos estudos e pesquisas em andamento ou já concluídas sobre as expressões do Racismo Ambiental e as formas de mobilizações, articulações e enfrentamentos realizadas por movimentos sociais na perspectiva da epistemologia refletida por Ailton Krenak (2020, p. 65-66).

Avaliamos como necessário e possível a relação dos estudos sobre Racismo Ambiental, movimentos sociais e a COP 30 pelo viés interdisciplinar na Pan-Amazônia. Nesse sentido, Ivani Fazenda (1994, 1995) e Hilton Japiassú (1976) destacam a importância e necessidade do trabalho entrelaçado entre as disciplinas capaz de produzir leituras dialéticas e holísticas com vistas a alcançar a totalidade do objeto investigado. Segundo Japiassú (1976), a interdisciplinaridade é caracterizada pela presença de uma axiomática comum a um grupo de disciplinas conexas e definida no nível hierárquico imediatamente superior, o que introduz a noção de finalidade.

Portanto, a proposta de ST tende a reunir e encampar todas as pesquisas que operam subestimando e reduzindo a proteção contra a degradação ambiental; que mostram como há a redução a prevenção de impactos adversos de condição de deterioração ambiental antes dos danos ocorrerem, que alterem os mecanismos de imputação de culpabilidade e de atribuição do ônus da prova de contaminação aos residentes e não aos poluidores; àquelas que busquem reparação dos impactos com ações e recursos de remediação/compensação. Ainda assim, trabalhos que abarquem como há o enfraquecimento e desqualificando as falas e os testemunhos das lideranças locais, pesquisadores, ativistas e todos aqueles que se pronunciam contra as injustiças cometidas pelos detentores do poder; como assevera Montezuma (2023) pensando em outras existências, por meio do combate ao racismo ambiental.

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